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Em homenagem à Jurema

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quarta-feira, janeiro 26, 2011

Observações sobre a Jurema em 26/01/2011 - Por Sandro de Jucá






    
         Hoje vejo muitos falando sobre os negros, sobre seu sofrimento, sua cultura, sua história...tornou-se até moda comentar "Sou negro, sou de candomblé"; porém pouco falam-se sobre os índios e seu sofrimento pela sua cultura. Lembrar-se-eis que antes dos negros, os índios já sofriam um genocídios patrocinado por setores da Igreja católica, onde as mesmas mãos beijadas e reverenciadas por seus vassalos apoiavam estupro e assassinatos, usando o nome de Jesus.
     
       Hoje passamos por um período ímpar...temos que levantar o tapete da historiografia e mostrar a verdade ao povo....São templos erguidos em cima do sangue dos índios, de grandes nações. Quando alguns, que se intitulam sacerdotes de candomblé ousam falar de intolerância, devem atentar práticas que infelizmente tangem contra à Jurema Sagrada. A verdadeira Jurema Sagrada não admite badernas que indivíduos intitulados de Sacerdote exercem.

     "Um verdadeiro circo de horrores, regado à patifaria, pedofilia e canalhismo" Danoso à qualquer religião. A podridão eclesiástica que vemos em todas as religiões é culpa do "religioso", jamais da religião. Quando refiro-me à "setores", dirijo-me à pessoas que se infiltram exclusivamente para badernas ou obter lucros financeiros de alta monta para benefício próprio.

      Toda religião tem em seu alicerce o respeito ao próximo, o amor e a caridade. A Jurema Sagrada tem liturgia própria, tem preceitos e seguimento. Não é só empunhar o cachimbo e dizer-se "juremeiro" , como atualmente têm acontecido no candomblé. Na liturgia, vem às folhas, cama, encanto, cidades de jurema...etc....para afirmar-se sim "juremeiro" e aí vai a minha mensagem aos oportunistas de plantão : "Baixem a bola!"

       Não podemos, como em outrora, historicamente, patrocinar o "intolerável".

      Aqui em Pernambuco, tivemos um Yalorisà muito importante; Sra. Lídia, que também era juremeira (isso ninguém, nem seus descendentes podem negar). Não podemos viver um "canibalismo litúrgico". Minha cultura não aceita esses, em detrimento de tantos outros verdadeiros. Tais esses que se comportam sem ter se quer a o moral dentro da própria religião que professa. São estórias escabrosas de Babás e Yás envolvidos em assédios, tráfico de drogas, roubos, e muitos outros atos... Mas nem por isso podemos culpar a religião.

      Cobrar caro, ganhar muito dinheiro, isso é o que importa??? Se esses mesmos indivíduos são desprovidos de caráter e não valem nada. Portanto o meu recado aos marmoteiros de plantão; "a jurema é preta e de amargar, tem espinhos e pode furar". A flechada ou cachimbada bem firmada faz milagres....

         Essas são as observações de um juremeiro, babalorisà que tem história na jurema e no candomblé, que ama o que faz, porque sem amor nada vale à pena. 
       
       
              PEÇO AOS AMIGOS QUE POR FAVOR REPASSEM ESSE TEXTO PARA O MÁXIMO DE PESSOAS QUE PUDEREM PRINCIPALMENTE POVO DE CANDOMBLÉ. MINHA HISTÓRIA ME CHANCELA ESSE DIREITO.


                                                                                                                                   (Sandro de Jucá)







São páginas que merecem ser lidas.