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Em homenagem à Jurema

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Caminhada de Terreiros em 2009

sábado, março 19, 2011

A mídia e a nossa fé



Vamos a uma reflexão. Nos últimos dias  assistimos na mídia falada, escrita, televisada conotações depreciativas sobre nossa religião, oriundas de mentes ignorantes que não sabem discernir a notícia do noticiado. Um profissional de mídia tem que se ater aos fatos de forma imparcial. Observo em alguns veículos uma tendencialidade que sei que não é de seus profissionais, mas sim de uma visão exclusiva dos seus comandados, que impõe ao povo opiniões desencontradas. Vamos ao fato da Santa (à mídia) chutada por um sacerdote de uma igreja. A mídia brasileira levantou-se em defesa do sacrilégio "para eles". Foram numa defesa veemente da situação, inclusive abrindo espaço em suas grades para uma ampla defesa, dos ritos católicos; padres , políticos e juristas, fazendo crê que aquela agressão não se unificava à imagem, mas sim à fé professada pelo povo brasileiro. Por que não em mesma magnitude e na mesma visão de no mínimo imparcialidade por parte da mídia quando em casos que colocam o nome da nossa religião em foco? Por incrível que pareça, vejo até autoridades do Estado emitindo opiniões próprias e por muitas vezes essas infelizes colocações são colocadas pelo alto escalão escolhidos pelos próprios, agindo com uma conduta profissional muitas vezes nem sabidas pelo mesmo.  Vamos fazer uma comparação. Vejam os vídeos abaixo. Vamos refletir a forma diferenciada e tendenciosa de uma boa parte da mídia, quando da colocação de algum ato ilícito que se assemelha a uma religião; ela , ou boa parte dela. Seus profissionais têm que mostrar o seu valor de fato profissional para tecer um comentário; observando com imparcialidade. Candomblé, Jurema não pode se assemelhar à assassinatos ou qualquer atitude lesiva à vida. A liturgia nos impõe o respeito à vida. Jamais poderemos ser comparados à fanáticos ou religiões fundamentalistas que pregam o ódio, o preconceito e à maldade.E que a mídia nos dê tempo igualitário para nossa defesa, por vezes se dá 30 minutos para depreciar nossa religião em fatos que nada tem haver com nossa liturgia e 5 minutos para nossa defesa. Não podemos colocar na mesma balança uma religião e pessoas que dizem pertencer à esta religião. Assim também poderíamos colocar juízes, desembargadores, políticos, jornalísticas, ladrões, assassinos, traficantes; tudo numa vala comum, coisas que sabemos que existe separação. Em todos os meios existem as duas partes, desta forma não posso dizer que a mídia em sua totalidade é preconceituosa e direcionada, se já não bastasse sermos agredidos diuturnamente em rede de rádios, jornais, televisão por outras religiões com o aval do Estado. A parte restante, não pode se ater aos fatos. Avalio que boa parte da mídia está corrompida à ordem e à desejo de religiões contrárias ao Candomblé e à Jurema. Seus profissionais têm que ter a responsabilidade de na hora mostrar os fatos; não serem ignorantes ao atingir  pessoas de bem. Têm que se observar a diferença na palavra 'magia negra',  (onde a palavra em si já é tendenciosa) com a palavra fanatismo religioso. Até nas teclas do computador que faço essa digitação existe uma palavra depreciativa: "negrito". Veja até onde vai o preconceito. Basta observar quando a notícia refere-se à religião católica ou protestante e quando se refere à nossa fé.



São páginas que merecem ser lidas.