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Em homenagem à Jurema

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Caminhada de Terreiros em 2009

sexta-feira, janeiro 20, 2012

A mídia da magia negra

A mídia Brasileira, em especial a de Pernambuco, vem se comportando de uma forma perniciosa quando intitula a ações de violência com requintes de crueldade a "Magia Negra". Mesmo que o ato tenha sido cometido por uma pessoa que não seja negro, O pai da psiquiatria o espanhol Emilio Mira y Lópes descreveu; "O psicopata não tem cor ou classe social, ele não estabelece limites entre o real de suas atitudes e sim por vezes usando como qualquer pretexto (comportamental, religioso etc.) para dar vazão a sua sanha".  E nesta ação de fazer o ato de crueldade sente prazer. Se formos avaliar ações de violência, atrocidades cometidas podemos nos deparar com casos na nossa história. De religiosos, de classes e posições diferenciadas. Por que tudo que é ruim é Negro? A maldade não tem cor, mas têm endereço. Os gabinetes das redações que não se preocupam com o escárnio e sim com o choque da noticia, não com a verdade ou a conseqüência, mas com a mídia do ganhar dinheiro, o microfone e a câmera que tem o poder de mostrar em loco o fato, mas também de recriá-lo em massa. Quando um crime é cometido e tem como recheio uma religião em especial a Jurema, a Umbanda ou o Candomblé, aí que as coisas se tornam mais bizarras ainda; fundo musical macabro, galhofas de todo tamanho... Vamos acabar com Isso! Ações individuais não podem ser taxadas como ações coletivas, colocando pessoas sérias e decentes no mesmo nível de assassinos, ladrões. 
Os ditos profissionais da imprensa têm que reavaliar a forma como vem se comportando ou se realmente são profissionais, Além da noticias existem uma grande responsabilidade por serem formadores de opinião. Não chamarei a imprensa de marrom, pois a beleza do arco-íris só é completa por sua variedade de cores, mas com certeza vem de mentes maldosas e covardes, tamanha atitude chula de querer mais uma vez agredir, desrespeitar. Aos profissionais da imprensa e que compõem a mídia ou fazem mais respeito ao seu público. Olhem para dentro de si, para nossos antepassados e lembre-se que nas suas faculdades não ficaram seus corações ou sentimento de respeito ao próximo. Não tenho peso acadêmico para questioná-los, mas é na minha casa que vocês entram é de meu povo que vocês falam e como cidadão brasileiro, negro, sacerdote que exijo RESPEITO.

São páginas que merecem ser lidas.